• M A I N
  • P H T G R P H Y: Guia de configs para noobs na fotografia

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    E aí, galera! Tudo?

    Mal consigo acreditar que depois de 3 Marços, finalmente Agosto acabou. (meus sentimentos a quem nasceu nesse mês horrível) Apesar do pior mês ter acabado, ainda temos chuva aqui em Porto Alegre – e não parece que vai acabar tão cedo. Difícil fotografar looks, difícil viver, difícil tudo. Com exceção de comer e dormir, porquê isso é facin.

    Bom, o post de hoje é para você, que tem aquela câmera fodona ft muita vontade de fotografar mas não manja nada de configurações. Eu vos apresento: ✨ O GUIA (QUASE) ABSOLUTO PARA FOTOGRAFIA ✨ um oferecimento da minha cadeira de fotografia. Em uma das últimas aulas, minha professora explicou para que servem certas configurações e quais as mais apropriadas para conseguir o que a gente espera quando dá o click. A aula foi maravilhosa e esclareceu muitas das minhas dúvidas! Por isso, eu decidi trazer um pouco da explicação dela para vocês~

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    E é isso aí~
    Exxxpero que tenham gostado do post de hoje. Foi o meu segundo sobre fotografia e quero continuar escrevendo sobre isso pq tô amando dá licença
    Me conta o que achou nos coments, beleza?
    Beijão

  • F S H N
  • F S H N: Kute Kitty Katty

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    E aí, gente! Tudo?

    Esse é um look que eu estava há horas pra fotografar, mas eu não tinha certeza se valia a pena postar. A combinação é lindínea, ficar toda gótica abala meu coração e a Melissa Grunge tava bem limpinha, mas, sei lá, faltava alguma coisa. E foi na 5ª edição do Festival do Japão, que eu me rendi ao souvenir mais amorzinho de qualquer evento de anime: as orelhas de gato.

    Não sei desde quando eu tô nessa vida de otaku, mas eu sou presença confirmada nos eventos desde 2011. Confesso que eu sempre achei as orelhas muito bonitinhas, mas comprar os modelos mais chamativos com pelo colorido e tamanho exagerado era certeza de dinheiro jogado fora, já que eu não usaria até um próximo evento. Mas foi só depois de passar por Taylor Swift e Ariana Grande que eu, finalmente, tive uma ótima desculpa (e menos cara feia do público não-otaku) pra usar a tiara <3

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    O blusão é da Forever 21, ele é de lã, mas todo furadinho, o que é ótimo já que durante a tarde o sol se esforça para fazer a temperatura subir, enquanto de manhã e de noite elas caem bastante. Pra compensar isso, eu visto um casaco mais grosso e já era. Essa saia maravilhosa é da Renner e eu uso ela com basicamente tudo. (talvez a melhor compra da minha vida) O sentimento é tão forte que eu nunca mais consegui achar uma saia tão boa quanto ela. O sapato eu já entreguei no início do post: a minha Melissa Grunge, que já tá toda arranhada por motivos de eu uso muito. Pra fazer a garrinha de gato, eu pintei as minhas de Rock’n Roll, parceria da Risqué com a Isabeli Fontana.

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    A última vez que eu fiz um post misturando fotografia com typografia (olha o link aí) eu gostei bastante do resultado, e recebi um feedback bem legal também. Dessa vez eu usei uma fonte mais bonitinha, bem no clima das fotos. As quotes lacradoras são das músicas Boombayah e Whistle, do novo girlgroup destruidor do K-Pop, Blackpink. Se pintar aquela curiosidade, elas estão na playlist do blog que você pode ouvir aqui ó.

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    Vamo confessa que ficou um amorzíneo, né <3
    (avisa a galera que orelha de gato não é mais micão)

    Agora me conta o que achou nos comentários? Vou ficar esperando hein~
    Beijão :)

  • M A I N
  • W H T V R: Empoderamento das sukebans

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    A essas alturas já não é novidade eu trazer um post sobre cultura asiática pra cá. Só de ouvir falar no Japão, por exemplo, me dá uma puta sensação de ansiedade, uma vontade absurda de devorar qualquer informação sobre os olho puxado. A cultura dos caras é foda, não tem como negar. E, dessa vez, eu vou falar sobre as Sukeban, girl gangs compostas por adolescentes de classe média que odiavam o mundo e a sua cultura sexista. (fala sério, como não se apaixonar?)

    A década de 70 foi um período de breve libertação para as jovens japonesas. A existência de grupos como as yanki e as motoqueiras bosozoku, que hoje chamam a atenção nas ruas do Japão, tem sua independência graças às gangues de garotas do final dos anos 60. Desconstruindo o ideal masculino de mulheres frágeis e colegiais inocentes, as Sukeban (girl boss, em tradução literal) queriam chamar a atenção. Elas customizavam seus próprios uniformes de marinheiro com patches e botons, trocaram as saias curtas, por longas (um protesto contra a sexualização das adolescentes) e estavam quase sempre armadas com bastões de baseball, correntes e lâminas que pudessem carregar por baixo das roupas. Elas criaram um grupo ao qual se identificavam e pertenciam: a sua própria yakuza.

    “Na yakuza, as mulheres não têm autoridade e quase não há membros do sexo feminino. Que as gangues de garotas tenham sequer existido é uma raridade na cultura geralmente sexista dominada pelos homens no Japão”, explica o escritor Jake Adelstein, especialista em crime japonês.

    “O mundo estava falando de feminismo e libertação, e talvez elas sentissem que as mulheres também tinham o direito de ser tão estúpidas, promíscuas, viciadas em adrenalina e violentas quanto seus colegas homens”. As sukeban cometiam crimes pequenos e constantemente brigavam com gangues rivais de regiões próximas às suas. Mas, apesar de delinquentes, sua lealdade e companheirismo eram admiráveis, bem como a sua hierarquia, nos mesmos moldes da yakuza. Queimaduras de cigarro e pequenas humilhações eram sentenças menores por roubar um namorado, por exemplo.

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     Para a rebeldia dos anos 70, o uniforme escolar de marinheiro era um símbolo de tradição desnecessário, mas impossível de evitar. Depois de formadas, as sukebans mantinham seus uniformes como uma forma de identificação dos grupos. Elas estilizavam seus casacos e blusas com rosas bordadas e kanjis com mensagens anárquicas, um reflexo do punk britânico onde se customizava as roupas com o que se tinha em casa.

    Não demorou para que a mídia se interessasse pela nova febre, produzindo filmes a programas de TV. Essa ascensão colocou as mulheres em uma posição de destaque, inspirando uma série de filmes “Pinky Violence”, voltados para o público adulto. “Era o tipo de solidariedade radicalmente feminina que não só era incomum para a época, mas para o cinema de todas as épocas”, explica Alicia Kozma, autora de Pinky Violence: Shock, Awe and the Exploitation of Sexual Liberation .

    “Como as mulheres do elenco desses filmes geralmente não eram atrizes profissionais, usavam suas próprias roupas no filme, faziam seu próprio cabelo e maquiagem, isso era um tipo de autenticidade profundamente sentida e incrivelmente rara”.

    “O legado das sukeban se tornou maior que a soma de suas partes — o que começou com gangues de ladras indisciplinadas se transformou, com ajuda da bolha econômica e do crescimento da exposição na mídia, um dos principais componentes do retrato das mulheres nos anos 70.” Em um trecho do artigo “How Vicious Schoolgirl Gangs Sparked a Media Frenzy in Japan” do site Broadly.

    “Elas se tornaram a representação das dicotomias sociais, culturais e políticas que a sociedade japonesa estava experimentando na época”, diz Kozna.

    “Num nível mais amplo e universal, a ideia de mulheres se comportando mal sempre foi atraente para o público, especialmente porque é um desafio à maneira como as mulheres são universalmente ensinadas a agir.”.

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    Mesmo com a gigantesca propagação da subcultura, hoje no Japão, já não se encontram gangues que mantenham vivo o espírito e a ideologia original. E, apesar da popularidade, é muito difícil de encontrar qualquer material sobre o tema, já que a influência das sukebans acabou se misturou aos modismos das gangues ocidentais.

    Mesmo tendo se diferenciado das suas predecessoras aderindo novos comportamentos como pintar as unhas e se apresentarem como motoqueiras, a nova geração de sukeban tem noção do seu status e do seu papel na contínua evolução do país. O Broadly finaliza: “Ainda honrando sua herança, essas novas gangues encontraram conforto e uma plataforma para individualidade e rebeldia que se encaixa para elas, e para mais ninguém. ”

    Fontes: Broadly | Dazed & Confused