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  • F S H N: Styling Tips Topíssimas

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    E aí, pessoas! Tudo?

    Espero que tenham curtido muito o carnaval, as férias, as cevas geladas e as histórias de verão pq tudo isso acabou e tá na hora de voltar pra realidade: alguém tem que pagar os boletos! Tapas na cara e choques de realidade à parte, eu trouxe post novo com dicas maravilhousas de styling para dar aquele tchan no visu, mesmo quando as brusinhas favoritas estão para lavar.

    1 – Bota essa camiseta pra dentro!
    Seja por uma sexta-feira com roupa casual ou o woke up like this nosso de cada dia, investir na camiseta largadona é sempre uma delícia para quem ama um bom pijama. Se a t-shirt for muito grande, (ou se você não quiser sair de bata) coloca pra dentro da calça! A dica é dar uma puxadinha de leve pra ela não ficar toda esticada.

    2 – DIY de bainha
    Você não tem mais idade pra pedir pra sua mãe fazer a bainha da sua calça. (mentira, tem sim) E para contornar os seus problemas de cara de pau, eis que a próxima dica é dar duas/três dobradinhas na barra da calça! Fazendo isso, você dá uma alongadinha na silhueta e ainda paga de fashionista do role.

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    3 – Oversized é tudo
    Eu já fiz um outro post com essa jaqueta e eu tô obcecada mesmo me deixem. Mas o ponto é, jaqueta grandona is the new black. Ela deixa o look de escritório mais cool, deixa o look casual mais cool, deixa o look cool ainda mais cool! Contra fatos não há argumentos, então se joga migue.

    4 – Cinto não é só pra segurar as calças
    Por incrível que pareça, é vdd. Mas esquece o cintinho, são os cintos grossos que estão bombando. Para deixar com uma pegada grunge mais forte, as calças de cintura alta são uma boa pedida! #peachy

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    5 – Deixa a meia arrastão ser sua bff
    Eu amo meia-calça, desde as mais fininhas até as que pesam uma tonelada. Por isso, aderir à fishnet foi tranquilo pra mim. Se usar por baixo da calça for demais para você, experimente começar com uma saia midi ou saia lápis, assim você dá uma de Hannah Montana e aproveita o melhor dos dois mundos: formal, porém cool as f*ck.

    6 – Não tenha medo de tentar
    Todas essas dicas de styling não valem muita coisa se você não se sentir confortável na própria pele e não estiver a fim de experimentar coisas novas. Busque referências que combinem com o seu estilo e não tenha medo de chamar atenção! Até porque se você está feliz consigo mesma e com os boletos pagos, no final é isso que importa. : )

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    E é isso aí, lindezas. Espero que tenham curtido o post!
    Todas as táticas que eu coloquei aqui, foram aprovadas por mim durante os meus 21 anos de muita preguiça para levantar da cama e falta de vontade para escolher uma roupa baphônica. Espero que vocês aproveitem pelo menos uma delas <3

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  • K P O P
  • W H T V R: O K-Pop que infantiliza também empodera

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    Você não precisa ser um usuário hardcore de internet para saber que a cultura asiática venera meninas doces e inocentes – o que cá entre nós, não é um problema. Mas depois de tanto falar (discutir), compartilhar e desconstruir o mundo inteiro a partir do Empoderamento Feminino eu comecei a pensar: como é a busca pela afirmação do girlpower em um continente que replica e glorifica o estereótipo da menina boba e infantil que precisa de um príncipe encantado?

    São poucas as fontes que falam sobre esse assunto, mas eu achei um texto do The Harvard Crimson com o qual eu concordo, e muito: “Quando mulheres de 20 anos cantam sobre o primeiro amor com letras do tipo “o que eu devo fazer”, “estou com tanta vergonha que não consigo olhar para você” “idiota”, acabam infantilizando mulheres maduras, dando a impressão de que são crianças e dependentes de homens mais velhos para que as ensinem sobre o amor. Esse tipo de comportamento traz não só a ideia de subordinação da mulher, mas também reforçam a ideia de que é aceitável se fingir de boba para atrair um parceiro.” GENTE, É ISSO!!!

    Para não ficar só no meu achismo de estrangeira que ama a conexão Japão-Coreia do Sul, eu trouxe a opinião de uma amiga sul-coreana muito amorzinho, Jeong Yeon Kim aka Jy, que pilhou responder algumas das minhas perguntas:


    Oi, Jy! Tudo bem? :)
    – Tudo certo! E com você, Ce?

    Quantos anos você tem e quais seus grupos/artistas favoritos de K-Pop?
    – Eu tenho 23 anos. Meus grupos favoritos são SHINEE, VIXX, TWICE e Lee Hi. A maioria são boy groups haha.

    O que você acha sobre a infantilização da mulher como um estereótipo?
    – Como a minha faculdade é apenas para mulheres, eu estudei bastante a respeito desses estereótipos e é um tópico bem interessante. Já faz tempo que as pessoas idealizam as mulheres como inocentes em relação ao amor, em relação à sua sexualidade e em relação à basicamente tudo. Antigamente, as mulheres não estudavam e eram dependentes de seus maridos, já que elas não trabalhavam e não possuíam qualquer poder aquisitivo. Sendo assim, as pessoas pensavam que uma mulher dependente era não só o tipo ideal, mas o mais natural na sociedade, o que naturalmente influenciava as jovens, idealizadas como doces, fofinhas e obedientes. Mesmo com as fortes mudanças na mídia ultimamente, esses estereótipos de infantilização e dependência ainda existem. Por exemplo, o k-drama Goblin: eu gosto muito de assistir a série, mas a heroína ainda é muito jovem e dependente. A maioria dos personagens masculinos são homens ricos que ocupam cargos importantes, enquanto as mulheres são pobres e tem uma vida simples. É esse tipo de mentalidade que gera um boom na Síndrome de Cinderella: mesmo que a mulher encare seus problemas de maneira positiva e alegre, ela ainda precisa de um príncipe para resolver seus problemas (financeiros) e fazer dela uma princesa. Inclusive, muitas músicas de k-pop trabalham a temática da garota tímida que não se encaixa.

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    As reações e atitudes infantis em relação aos homens, retratadas em doramas e nas músicas, são caricatas ou realmente representam uma parcela das mulheres?
    – Existem muitos doramas e músicas que dão destaque para jovens infantilizadas. Um exemplo disso é a música “Pick me”, do programa Produce 101. Ele é muito popular e propõe que o público vote pela sua garota favorita, considerando, por exemplo, a passividade dela. A maioria dos girlgroups tem passos de dança que representam meninas muito infantis, agindo de forma fofa e doce. Eu gosto muto de TWICE, mas TT e o “shy shy shy” de Cheer UP… Mesmo que isso não represente todas as mulheres, muitas jovens e adolescentes são afetadas por esse tipo de mídia. Elas pensarão que é atraente agir de maneira infantil e tímida. É algo subconsciente, mas que tem influenciado de maneira geral.

    Girl’s Generation, um dos girlgroups mais famosos, mudou bastante o seu conceito desde a época de “Gee” até “You think”, o último comeback. Você acha que tem relação com a expansão da música coreana ao ocidente ou é uma mudança dentro da própria Coreia do Sul?
    – Sim, elas mudaram muito ao longo dos últimos 10 anos. Com certeza é uma mudança por consequência do ocidente e também da mudança dentro da própria Coreia do Sul, mas eu acho que é principalmente porque elas cresceram. lol Geralmente quando um girlgroup novo debuta, o conceito é baseado em meninas inocentes, cheio de cores claras e brilhantes. Conforme elas vão ganhando popularidade, elas começam a mudar o conceito para algo mais femme fatale, bem sensual e com cores escuras. Mas existem exceções, como quando uma agência foca no ocidente e apostam no conceito sexy e cool, como 2NE1. Caso contrário, elas apostam no cute, voltado para o Japão, Coreia e Ásia em geral.

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    Black Eyed Girls e Miss A são dois exemplos de ggs que cantam sobre feminismo. Como foi a repercussão de Sixth Sense e I Don’t Need a Man?
    – A moda na Coreia se reflete nessas músicas. Ultimamente, o interesse em relação ao feminismo cresceu muito e existem problemas em relação à misoginia. Eu acho um ótimo sinal que os girlgroups estejam cantando sobre esse assunto. Primeiro os jovens mudarão e em seguida a cultura, de forma natural.

    Artistas como Beyoncé e Rihanna, que incorporam a sua sexualidade nas letras e performances, fazem bastante sucesso por aí?
    – Geralmente não, mas alguns artistas sim, como a Lee Hyori e a Hyuna.

    Quais artistas coreanas que cantam sobre empoderamento você recomendaria?
    – Dos que eu me lembro agora, eu gosto de “Woman president” do Girl’s Day. Eu acho que é uma temática importante. Também recomendo a YG Entertainment.


    Fonte: The Harvard Crimson

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  • W H T V R
  • W H T V R: A extinção das gyaru e o genderless kei

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    As ruas de Harajuku parecem estar aposentando um de seus movimentos mais coloridos e excêntricos. O estilo gyaru, que já foi uma associação quase instantânea à moda japonesa desde a década de 90 até os primeiros anos do novo milênio, está com os seus dias contados. As peças saturadas de cor, acessórios extravagantes e maquiagem forte bateu de frente com a tendência aesthetic, suave, cheia de tons pastéis e com uma pegada de 90’s, o mesmo apelo estético do novo hot trend, o genderless kei.

    A expressão através da moda sempre foi um prato cheio para a cultura nipônica, repleta de tendências e modismos que o resto do mundo nunca conseguiu acompanhar – muito menos entender. Os streetstyle decora, com acessórios super fofos, passando pelas lolitas e seu rococó francês, chegando na maquiagem pesada do shironuri, são alguns estilos de força incontestável. Durante a década passada, as gyaru eram vistas em grande número em distritos populares de Tóquio, como Harajuku e Akihabara. Mas, desde o fechamento das principais revistas sobre o tema, a egg e Koakuma Ageha em 2014, é quase impossível encontrá-las. Se até mesmo Natsumi Yoshida, uma das modelos mais importantes e requisitadas, considerada a personificação da alma gyaru, abandonou a pele alaranjada e os contornos em branco, o fim de uma era já estava por vir.

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    As tendências, as revistas, a mídia japonesa, a mídia internacional, as redes sociais, e, bom, quase todo mundo sempre deu mais spotlight para as garotas. Ainda que o genderless kei possa ser aplicado para ambos os sexos, por enquanto, os boys têm tido muito mais destaque. Eles não sentem vergonha do seu lado kawaii, posam com duck face e se apropriaram de um segmento da moda quase que exclusivamente voltado às adolescentes japonesas. Não são crossdressers, a maioria não é gay e não estão querendo se passar por mulheres. Eles querem se expressar através de um estilo que transcende a limitação de gênero de forma colorida e divertida.

    A popularidade dos looks andróginos tiveram ascensão quase instantânea depois dos desfiles apresentados na Tokyo Girls Collection 2015 Outono/Inverno. Na passarela, em certos momentos, as modelos quebraram a barreira entre os gêneros, desfilando peças de diferentes comprimentos sem um apelo feminino e delicado, geralmente visto nas coleções. No Tumblr, forte termômetro de aprovação (ou reprovação) das subculturas adolescentes, não demorou muito para perceber que a nova febre estava tomando a dashboard. Enquanto no Instagram, perfis voltados para o trend rapidamente ganharam reconhecimento – além de alguns milhares de seguidores e curtidas.

    マイマイテレフォン📲🌈💜✨✨ぷぷぷ!!

    Uma foto publicada por りゅうちぇる (@ryuzi33world929) em

    Dentre os genderless boys que seguem a linha kawaii, Ryucheru é o mais popular. Ele ficou conhecido por namorar a modelo Peco, que também é super famosa nas redes sociais. Com mais de 140mil seguidores no Instagram, seu estilo é cheio de roupas coloridas, maquiagem leve, cabelo em constante descoloração e uma faixa na testa.

     

    Blueな気分💙❄️🎠☁️💤

    Uma foto publicada por S͜͡A͜͡T͜͡O͜͡Y͜͡U͜͡P͜͡I͜͡ (@fuwafuwabubbub) em

    Apesar de Satoyupi não ter alcançado grandes números nas redes sociais, ele é um bom exemplo de que esse estilo não se limita a pessoas que sejam referência na moda. Ele é um cara normal que entrou para o #GenderlessTeam.

     

    Yohdi Kondo tem 24 anos e é uma das grandes figuras de Harajuku. Por conta do seu estilo, já estampou diversas capas de revistas adolescentes, o que acabou ajudando a alavancar a sua carreira como cantor. Além de ser chamado de a “versão masculina da Kyary Pamyu Pamyu“, Yohdi é considerado o líder do movimento por ter sido uma das primeiras celebridades a aderir ao estilo.

     

    mima color / bloc

    Uma foto publicada por とまん from XOX (@_sweatm) em

    Além de ter uma vida agitada como modelo, Toman é um dos integrantes da banda XOX (Kiss Hug Kiss). A inspiração para construir o seu visual veio de Yohdi, que, por sinal, é seu amigo. Sendo uma celebridade e referência de estilo, Toman geralmente é perguntado sobre o conceito por trás da subcultura. Em uma entrevista para a ModelPress ele falou sobre genderless kei:

     

    O cabelo extravagante, lentes coloridas, roupas de mulher e sapatos plataforma: isso é o que os genderless boys têm em comum. Além do fato de que usamos maquiagem e temos uma estética sofisticada. Apesar disso, não acho que eu esteja nesse grupo. Eu acho que faço parte por conta das pessoas a minha volta, constantemente dizendo que eu pertenço a esse grupo. Nós só vestimos o que gostamos e, a partir disso, a coisa se espalha naturalmente.

     

    Mesmo que seja bastante novo no Japão, a popularidade do genderless kei é impressionante. A adição de novas e importantes personalidades ao estilo, pode não só engrandecer o movimento, mas também trazer a oportunidade de repensar a moda voltada a um único gênero. (seria bem legal ver mais mulheres participando do movimento <3) Seja como for, estou ansiosa para ver o que esse estilo tem para apresentar ao mundo.


    Fontes: i-DMedium1 | Medium2 | Japan Today